Cooperativas iniciam obras da Soli3, complexo de R$ 1,25 bilhão para processamento de soja e produção de biodiesel
Empreendimento em Cruz Alta deverá entrar em operação em 2028, gerar mil empregos na construção e fortalecer a cadeia do agronegócio no Estado
Publicado em 03/07/2026 às 07:27
Atualizado em 03/07/2026 às 07:32
Capa Cooperativas iniciam obras da Soli3, complexo de R$ 1,25 bilhão para processamento de soja e produção de biodiesel

Foto de ASCOM - Cotrisal / Divulgação

As cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal deram início, nesta terça-feira (30), às obras da Soli3, nova indústria de processamento de soja e produção de biodiesel que será instalada em Cruz Alta. O empreendimento, considerado um dos maiores investimentos do setor no Rio Grande do Sul, contará com aporte de aproximadamente R$ 1,25 bilhão e previsão de início das operações em 2028.

A cerimônia de lançamento das obras reuniu autoridades, representantes das cooperativas, empresas parceiras e lideranças do agronegócio. O início da construção foi autorizado após a emissão da Licença de Instalação pelo Governo do Estado, concluindo o processo de licenciamento ambiental.

Obras começam pela terraplanagem

Nesta primeira etapa, os trabalhos contemplam a terraplanagem e a instalação do canteiro de obras. Paralelamente, a Soli3 finaliza a contratação da empresa responsável pelas obras civis, que deverão começar no segundo semestre de 2026.

O cronograma prevê que diferentes frentes de trabalho sejam executadas simultaneamente, incluindo fundações, estruturas de concreto e metálicas, edificações de apoio e, posteriormente, a montagem eletromecânica dos equipamentos industriais.

Segundo o presidente da Cotripal e presidente em exercício da Soli3, Germano Döwich, a obtenção da licença representa o passo definitivo para a construção do complexo, que foi planejado para agregar valor à produção dos associados e ampliar a capacidade de industrialização da soja no Estado.

Complexo terá produção de biodiesel e derivados

A nova indústria produzirá biodiesel, óleo degomado, farelo de soja e casca peletizada. Na primeira fase, a capacidade será de processamento de três mil toneladas de soja por dia, totalizando um milhão de toneladas por ano. A produção de biodiesel deverá atingir 600 toneladas diárias, o equivalente a 200 mil toneladas anuais.

Em uma segunda etapa, a capacidade de processamento será ampliada para 7,2 mil toneladas diárias, alcançando 2,6 milhões de toneladas de soja por ano. A produção de biocombustível deverá chegar a 1,5 mil toneladas por dia, somando 500 mil toneladas anuais.

O complexo ocupará uma área de 138 hectares, com 75 mil metros quadrados de área construída e integração ferroviária para ampliar a eficiência logística.

Investimento deverá gerar empregos e movimentar a economia

Durante a fase de construção, a expectativa é de geração de cerca de mil empregos. Após o início das operações, a indústria deverá manter aproximadamente 150 empregos diretos e outros 500 indiretos.

Além das obras, a Soli3 já contratou os principais equipamentos industriais, como os sistemas de processamento de soja, unidades de produção de biodiesel, caldeira a vapor, pátio de biomassa, transportadores de grãos e farelo e a subestação de energia, que estão em fase de fabricação.

Durante o evento, representantes das cooperativas destacaram que o empreendimento busca agregar valor à produção agrícola dos associados, ampliar a industrialização da soja e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. O vice-governador Gabriel Souza ressaltou a importância da expansão da cadeia dos biocombustíveis no Rio Grande do Sul, enquanto a prefeita de Cruz Alta, Paula Librelotto, afirmou que a implantação da indústria deverá impulsionar a geração de empregos, o comércio e o setor de serviços no município.

Fonte: Ramon Mendes - Jornalismo RP / ASCOM - Cotrisal

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