Corsan restabelece operação da estação de tratamento e normaliza abastecimento em Palmeira das Missões
Vazamento em tubulação antiga foi identificado em área de mata; gerente detalhou as causas do problema em entrevista à Rádio Palmeira
Publicado em 03/11/2026 às 12:26
Capa Corsan restabelece operação da estação de tratamento e normaliza abastecimento em Palmeira das Missões

O abastecimento de água em Palmeira das Missões começou a ser normalizado na madrugada desta terça-feira (3), após uma força-tarefa da Corsan para localizar e reparar um vazamento na tubulação que transporta água bruta até a estação de tratamento. O sistema voltou a operar com 100% da capacidade às 2h30, depois de uma interrupção temporária para a execução do conserto.

Na manhã desta terça-feira, o gerente de Relações Institucionais da Corsan-Aegea na região, Élinton Rodrigues, participou do programa Região em Foco, da Rádio Palmeira AM e FM 101.7, com transmissão também pelo Facebook da emissora. Durante a entrevista, ele detalhou as causas do desabastecimento, os procedimentos realizados pelas equipes e as medidas recomendadas para reduzir os impactos de futuras interrupções.

Segundo Rodrigues, os primeiros sinais de irregularidade foram identificados na sexta-feira (30), quando houve uma oscilação na pressão do sistema. Desde então, a companhia realizou inspeções na estrutura de captação, na adutora e nos equipamentos de bombeamento até localizar o ponto do rompimento, na tarde de segunda-feira (2).

Vazamento foi encontrado em área de mata

A ocorrência foi identificada durante uma nova inspeção na tubulação, em uma área de mata dentro de uma sanga, a aproximadamente 2,5 quilômetros da cidade. O rompimento atingiu uma rede antiga, responsável pelo transporte da água bruta desde o ponto de captação, no Rio Macaco, até a estação de tratamento. O percurso tem cerca de 5,5 quilômetros.

Conforme o gerente, o vazamento foi provocado por causas naturais, sem relação com danos causados por terceiros. A profundidade da tubulação, que em alguns trechos chega a dois metros, e as características do terreno dificultaram a localização do problema, que inicialmente não apresentava sinais visíveis na superfície.

Antes da identificação do rompimento, as equipes realizaram verificações ao longo da adutora e acionaram mergulhadores especializados para avaliar as condições do ponto de captação e limpar a área próxima às bombas. No domingo (1º), profissionais de eletromecânica também inspecionaram os conjuntos de motobombas.

Estação voltou a operar durante a madrugada

Para executar o reparo, a Corsan precisou interromper a operação da Estação de Tratamento de Água (ETA) por volta das 17h de segunda-feira. O serviço foi concluído antes das 22h. Após os procedimentos necessários para a retomada, a estação voltou a operar com capacidade total às 2h30 desta terça-feira.

Apesar da recuperação da produção, Rodrigues explicou que a normalização do abastecimento ocorre gradualmente. Isso porque é necessário recompor a pressão da rede e recuperar os níveis de armazenamento dos reservatórios e das tubulações que atendem os bairros.

O gerente alertou que ainda poderiam ocorrer oscilações pontuais, principalmente em regiões mais altas e distantes da cidade e nos horários de maior consumo. Durante o período de instabilidade, as principais reclamações envolveram as proximidades do Hospital, do Posto de Saúde, da Rua Palmeiras, da Praça Dary Kurtz e da Avenida Independência.

Força-tarefa mobilizou equipes regionais

Os trabalhos envolveram profissionais de diferentes áreas e estruturas de atendimento da microrregião de Carazinho, que reúne oito municípios. Foram mobilizados mergulhadores de uma empresa terceirizada, seis profissionais de eletromecânica, além de máquinas, materiais e equipamentos para localizar e reparar o vazamento.

De acordo com Rodrigues, as equipes trabalharam de forma ininterrupta desde sexta-feira, com profissionais atuando por períodos prolongados. O gerente também acompanhou parte dos serviços presencialmente em Palmeira das Missões e permaneceu no município até a retomada da operação da estação.

Questionado sobre a estrutura do sistema, ele afirmou que os equipamentos de bombeamento no ponto de captação são novos e que a companhia dispõe de recursos para atender às demandas operacionais. No entanto, reconheceu que a adutora que transporta a água bruta é mais antiga e está sujeita a rompimentos.

Rodrigues também explicou que os reservatórios do sistema têm a função de equilibrar a vazão e a pressão da distribuição. Para manter o abastecimento de toda a cidade durante uma interrupção prolongada na produção, seriam necessárias estruturas de armazenamento de grandes proporções.

Companhia recomenda instalação de caixas d'água

Durante a entrevista, o gerente destacou a importância de os imóveis contarem com reservatórios próprios. Segundo estimativa apresentada por ele, aproximadamente 30% das residências possuem caixa d'água, enquanto cerca de 70% recebem o fornecimento diretamente da rede.

A companhia recomenda a instalação de reservatórios domiciliares como forma de reduzir os impactos de manutenções, rompimentos e interrupções pontuais. Conforme Rodrigues, uma caixa d'água de 500 litros pode garantir aproximadamente 24 horas de autonomia para uma residência com quatro pessoas, considerando a estimativa de consumo utilizada pela Corsan.

A orientação também é para que os moradores mantenham o consumo consciente, especialmente durante a recuperação do sistema, evitando desperdícios como a lavagem de calçadas e veículos.

Ocorrências devem ser comunicadas pelos canais oficiais

Rodrigues orientou os consumidores a utilizar os canais oficiais da Corsan para informar vazamentos, falta de água e baixa pressão. Os registros podem ser feitos pelo telefone 0800 646 6444, pelo aplicativo da companhia, pelo site www.corsan.com.br ou diretamente na loja de atendimento do município, em horário comercial.

A agência virtual disponibilizada no site permite acessar serviços como emissão de segunda via de faturas, consulta à situação do abastecimento, parcelamento de débitos e atendimento por videochamada.

O gerente ressaltou que as manifestações nas redes sociais ajudam a dar visibilidade aos problemas, mas não substituem a abertura de um chamado pelos canais oficiais. Segundo ele, o registro permite que a companhia tenha conhecimento da ocorrência e encaminhe as equipes responsáveis para atendimento.

Fonte: Sid Farias - Jornalismo RP

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