Foto de João Vicente Magalhães / Ilustração
Palmeira das Missões agora tem preparações para um Plano de Contingência Municipal, o PLANCON, destinado a orientar a atuação do poder público e da população diante de situações de emergência que possam ocorrer no município. O documento identifica cinco cenários de risco — alagamentos, seca ou estiagem, chuvas intensas, granizo e vendavais — e estabelece responsáveis, ações de resposta, estruturas de atendimento e recursos que podem ser mobilizados em caso de ocorrência.
O Coordenador da Defesa Civil municipal e também Secretário de Obras, Vergílio Matias da Rosa, em entrevista para a Rádio Palmeira, também relata dificuldades enfrentadas pela administração pública e pela população nesses momentos de crise climática.
Os cinco riscos
O PLANCON de Palmeira das Missões classifica cinco situações como cenários de risco:
- O primeiro é o alagamento, cuja recorrência é indicada pelo documento entre junho e novembro. Para esse cenário, o documento aponta uma área predominantemente urbana;
- O segundo risco é a seca ou estiagem, com período de recorrência entre junho e outubro. Nesse caso, a área de risco é descrita como rural e urbana, tendo como pontos sensíveis a agricultura, a pecuária e as estradas rurais.
- O terceiro cenário é o de tempestades com chuvas intensas, com recorrência indicada entre maio e novembro. O documento também considera áreas rurais e urbanas vulneráveis.
- O quarto risco é o granizo, com período de recorrência entre setembro e abril. O plano registra novamente a possibilidade de impactos sobre áreas rurais e urbanas.
- Por fim, aparece o vendaval, cuja recorrência é apontada entre outubro e abril. Nesse cenário, o plano identifica áreas residenciais e comerciais como pontos sensíveis.
Na avaliação de Vergílio, os diferentes fenômenos podem aparecer combinados de modo que os temporais recentes têm apresentado períodos prolongados de chuva e ocorrência de granizo e vento, tornando mais difícil acompanhar os riscos.
Quantas pessoas podem ser afetadas?
Entre os números apresentados pelo PLANCON, 33.216 pessoas foram potencialmente afetadas nos cenários de estiagem, chuvas intensas e granizo. Acerca desses riscos, o documento registra ainda 8.500 residências e 30 prédios públicos em áreas consideradas vulneráveis. Sobre os alagamentos, a estimativa é de 8.000 pessoas afetadas, além de 2.000 residências e 4 prédios públicos, em área classificada como urbana.
Comparados os números aos relatos das últimas ocorrências, Vergílio afirma:
“Fizemos um levantamento e tivemos mais de dez famílias procurando telhas e lonas para colocar em cima das casas”
Quem responde à emergência?
Em tempos de crise climática, o plano define uma sequência de ações a serem desenvolvidas. Entre elas estão o acionamento do Plano de Contingência, a avaliação dos danos materiais e ambientais, o socorro das vítimas, o restabelecimento de serviços essenciais e a limpeza urbana.
Na prática, o coordenador da Defesa Civíl municipal, pede para a população que mantenha os cuidados com a limpeza em frente de suas residências, principalmente acerca de alocação de materiais de construção como montes de areia e pedras-brita:
“A gente pede para a população que, por exemplo, se existe uma tubulação na frente de casa, faça a limpeza; há muito lixo jogado na rua.”
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