PT articula unidade da esquerda para eleições de 2026 no RS
Presidente estadual Valdecir Oliveira aborda cenário eleitoral em entrevista ao Bom Dia Palmeira, da Rádio Palmeira
Publicado em 30/01/2026 às 10:40
Atualizado em 30/01/2026 às 10:46
Capa PT articula unidade da esquerda para eleições de 2026 no RS

Foto de Tiago Santos Silveira / Rádio Palmeira

As articulações da esquerda no Rio Grande do Sul para as eleições de 2026 avançam com foco na unidade e no diálogo entre os partidos do campo progressista. O tema foi abordado pelo presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), deputado estadual Valdecir Oliveira, em entrevista ao programa Bom Dia Palmeira, da Rádio Palmeira AM 740 e FM 101.7, realizada na quinta-feira (29).

Durante a entrevista, Valdecir esteve acompanhado pelo secretário da Administração de Palmeira das Missões, Carlos Santos.

Ambiente interno do PT

Segundo Valdecir Oliveira, mesmo com a existência de diferentes chapas e pré-candidaturas, o ambiente interno do PT tem sido marcado por debates maduros e espírito de construção coletiva. Atualmente, o partido conta com 21 integrantes na executiva estadual e dez chapas em disputa, todas envolvidas em um processo de diálogo que busca convergência política.

Prioridades para 2026

O dirigente afirmou que o principal objetivo do PT é garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, retomar o comando do Palácio Piratini e eleger uma bancada expressiva de deputados estaduais, federais e um senador.

Pré-candidaturas e diálogo com aliados

O ex-deputado federal Edgar Preto é o pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul. Conforme Valdecir, o lançamento do nome não representa fechamento de diálogo, mas a abertura de negociações com outras forças da esquerda, especialmente com o PDT, que defende a pré-candidatura da deputada estadual Juliana Brizola.

O presidente estadual do PT ressaltou a importância histórica do PDT e afirmou que a unidade é decisiva para garantir presença no segundo turno, lembrando que, na eleição passada, a falta de convergência impediu o avanço da esquerda à disputa final.

Frente progressista

As conversas envolvem ainda PSB, PSOL, PCdoB, Rede e outras siglas que integraram a frente de apoio ao presidente Lula no Estado. Segundo Valdecir, a orientação nacional é construir alianças amplas, com palanques fortes nos estados.

Definição do cenário

O final de março é o prazo interno do PT para definição do cenário eleitoral antes das convenções partidárias. Caso não haja consenso para uma candidatura única no primeiro turno, a estratégia será firmar um pacto político que garanta apoio mútuo no segundo turno.

Avaliação do governo estadual

Na avaliação do PT, o cenário atual é mais favorável à esquerda do que em 2022. Valdecir Oliveira criticou o governo estadual, citando a ausência de um projeto de desenvolvimento, a ampliação de pedágios, o descumprimento de investimentos mínimos em saúde e tentativas de privatização da educação.

Em contrapartida, destacou o papel do governo federal na reconstrução do Estado, com mais de R$ 100 bilhões destinados ao Rio Grande do Sul.

Fonte: Tiago Santos Silveira - Jornalismo RP

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