Pesquisadores da UFSM-PM realizam missão em Mariana e Brumadinho (MG)
A atividade integra o projeto “O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado por meio das regiões de desenvolvimento sob a perspectiva de experiências internacionais”, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Agronegócios
Publicado em 20/10/2025 às 11:46
Atualizado em 20/10/2025 às 11:47
Capa Pesquisadores da UFSM-PM realizam missão em Mariana e Brumadinho (MG)

Foto de UFSM-PM / Divulgação

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria – campus Palmeira das Missões (UFSM-PM) realizaram, entre os dias 24 de setembro e 1º de outubro de 2025, uma missão técnica nos municípios de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais. A atividade integra o projeto O que nos fez chegar aos desastres climáticos do Rio Grande do Sul? Análise da governança ambiental do estado por meio das regiões de desenvolvimento sob a perspectiva de experiências internacionais, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Agronegócios (PPGAGR/UFSM-PM).

O grupo foi composto pelo professor Nelson Guilherme Machado Pinto, do Departamento de Administração e coordenador do PPGAGR, e pelos acadêmicos Thiago Machado Budó e Gabriel Anderson Wachholz. A missão teve como objetivo analisar, sob a ótica da governança ambiental dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) do Rio Grande do Sul, as estratégias implementadas para prevenir desastres climáticos e as medidas adotadas após sua ocorrência, em comparação com experiências internacionais e nacionais anteriores.

Durante a missão, os pesquisadores realizaram reuniões com órgãos públicos, como a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag), visitas a comunidades atingidas, encontros com representantes da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos (Avabrum), da Comissão dos Atingidos pela Barragem do Fundão (CABF) e do Instituto Taliberti, além de atividades com movimentos sociais e projetos locais em Mariana e Brumadinho. Também participaram de discussões acadêmicas na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com grupos de pesquisadores da PUC Minas, e de uma mostra de cinema sobre mineração, meio ambiente e mudanças climáticas no Memorial Brumadinho.

Segundo o coordenador do projeto, professor Nelson Guilherme Machado Pinto, a missão foi uma oportunidade de aprendizado sobre a gestão e os impactos de grandes tragédias. “Foi uma experiência marcante de vida. Ninguém volta da mesma forma após visitar as realidades das tragédias de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais. Para nós, gaúchos, que estamos tentando entender a nossa governança ambiental no pós-enchentes de 2024, é um aprendizado sobre como a gestão organizacional do tempo é um fator importante na reconstrução de tragédias e desastres. Visitamos duas cidades muito acolhedoras, mas que ainda convivem com as marcas e as dores de aspectos que não tiveram total solução ou encaminhamento. Trazemos na bagagem muitas experiências e vivências para aplicar à nossa realidade. Foram os dois primeiros territórios visitados dos cinco previstos — os únicos brasileiros —, o que foi importante para observarmos os desdobramentos institucionais. No próximo ano, em Nova Orleans (Estados Unidos), Tóquio (Japão) e Valência (Espanha), esperamos ampliar nossa perspectiva para uma análise da gestão de tragédias e desastres sob uma visão global”, destacou.

O projeto é financiado pelo Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Voltado a Desastres Climáticos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e faz parte de um conjunto de ações que buscam compreender como diferentes regiões e países estruturam suas políticas de governança ambiental frente a desastres. O estudo estabelece uma base comparativa entre o contexto do Rio Grande do Sul e casos nacionais e internacionais, como o furacão Katrina, nos Estados Unidos; o tsunami no Japão; as chuvas em Valência, na Espanha; e os rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho.

Fonte: Assessoria de Comunicação UFSM-PM

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